sábado, 3 de julho de 2010

O Livro de José

Quando Joseph obteve os dois rolos de papiros egípcios de Michael Chandler em Julho de 1835, ele disse que “um dos rolos continha os escritos de Abraão e um outro os escritos de José do Egito.” Joseph Smith, História da Igreja, 2:236, veja também artigos passados sobre O Livro de Abraão


Willian W.Phelps, seu escrivão, registrou em 1835:
Como ninguém podia traduzir estes escritos, eles foram mostrados ao Presidente Smith. Logo ele soube o que eram e disse que os ‘rolos de papiros’,  continham o sagrado registro guardado por José na corte do faraó do Egito e os ensinamentos do patriarca Abraão.Leah Y.Phelps, “Letters of faith from Kirtland”, Improvement Era 45 (Agosto de 1942): 529 veja também em Bruce A.Van Orden, ed., “Writing to Zion: The Willian W.Phelps Kirtland letters (1835-1836)”, BYU Studies 33 (1993):554

O apóstolo SUD Orson Pratt e o historiador da Igreja John Whitmer descreveram como Joseph concluiu que os dois rolos de papiros eram os escritos de José e Abraão da antiguidade. Pratt conta que:

O senhor Chandler apresentou-lhe os caracteres antigos, perguntando-o se ele[Joseph Smith] poderia traduzí-los. O profeta os tomou em suas mãos, retirou-se ao seu quarto e perguntou ao Senhor sobre eles. O Senhor disse-lhe que eram registros sagrados, contendo os escritos inspirados de Abraão quando estava no Egito, e também os de José, quando esteve no Egito... O Profeta Joseph Smith tendo aprendido o valor dos escritos antigos ficou ansioso em obtê-los e se expressou desejoso de comprá-losOrson Pratt, 25 de agosto de 1878, no Journal of Discourses, 26 volumes (London e Liverpool: LDS Booksellers Depot, 1854-86), 20:65.

Whitmer escreveu que: “Joseph o vidente, viu os Registros e que por revelação de Jesus Cristo poderia traduzir estes relatos, que davam conta dos nossos antigos patriarcas, muitos dos quais foram escritos por José do EgitoBruce N.Westergren, ed., From Historian to Dissident: The Book of John Whitmer (Salt Lake City: Signature Books, 1995), 167.

Albert Brown, um membro da Igreja de Kirtland, escreveu a seu pai em 01 de Novembro de 1835 de que alguns dos papiros continham:

A história de José enquanto esteve no Egito... Estes registros foram comprados pela Igreja e também as múmias e estavam agora em Kirtland. Eles compraram as múmias por causa dos registros e pagaram 2400 dólares por eles. Muitos dos estudiosos... foram capazes de dizer muito pouco sobre os mesmos e ainda assim Joseph sem nenhum conhecimento deste mundo pode lê-los e saber do que se tratavam.Albert Brown, 01 de novembro de 1835, em Christopher C.Lund, “A letter regarding the acquisition of the book of Abraham”, BYU Studies 20 (Spring 1980):403

Oliver Cowdery deu uma excelente descrição no periódico da Igreja, 'The Messenger and Advocate'' das gravuras nos “Registros de José”:

A representação da tripla cabeça divina...(foto acima)
 A serpente, representada andando, ou disposta de forma a ser capaz de andar, em pé diante de uma  figura feminina...
O pilar de Enoque, como mencionado por Josephus, está em cima do mesmo rolo (foto abaixo)
O final central do mesmo rolo, (registro de José) apresenta uma representação do julgamento.

Cowdery, mais a frente identificou o Livro de José neste artigo quando ele escreveu:  “Sobre o assunto dos registros egípcios, ou melhor os escritos de Abraão e José, eu devo dizer algumas palavras. Este registro foi caprichosamente escrito em papiro com tinta preta e com uma pequena parte em tinta vermelha, em perfeita preservação.Oliver Cowdery, “Egyptian Mummies”, Messenger and Advocate 2 (Dez.1835):234-236.

Quando onze pedaços da coleção de papiros egípcios perdidos foram redescobertas e obtidas em 1967, foi fácil identificar a fonte para o Livro de José. O rolo de Abraão não tinha tinta vermelha, não era bem preservado e era facilmente reconhecível pela Facsímile no.1. Em comparação, o segundo rolo era caprichosamente escrito, bem preservado e tinha caracteres em tinta vermelha. Destes onze papiros, os de número 2 e 4 ao 8 pertenciam ao segundo rolo. Os últimos cinco continham tinta vermelha e os de número 4 ao 5 foram claramente descritos por Cowdery no Messenger and Advocate. Egiptologistas determinaram que estes papiros eram originalmente conectados juntos antes de Joseph cortá-los em pedaços individuais. Baer, “The Breathing Permit of Hor”, 111, 111n3; Richard A.Parker, “The Joseph Smith Papyri: a preliminary report”, Dialogue 3 (summer 1968);86-88.

Os papiros 2 e 4 ao 8 pertenciam originalmente à Ta-Shert-Min, filha de Nes-Khensu, cujos rituais funerários consistiam em prepará-la para ser recebida na presença de Osíris, de acordo com traduções modernas. John A.Wilson, “The Joseph Smith Papyri: Translations and Interpretations” Dialogue 3 (summer 1968)

Isto levanta a questão não somente sobre a interpretação de Joseph Smith dos pergaminhos egípcios, mas também sobre a escrita “Egípcio Reformado” que ele diz ter copiado das placas de ouro em 1827-1829. Antes de comprar os papiros, Smith mostrou a Chandler “vários caracteres como àqueles de posse do Sr.Chandler, os quais haviam sido copiados das placas do Livro de Mórmon, contendo a história dos nefitas.Oliver Cowdery, “Egyptian Mummies” Messenger and Advocate 2(Dezembro de 1835):235

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7 comments:

Emerson disse...

Excelente post, Flauber. Que sinceridade, que profundidade nas investigações. Junto com o Central Mórmon, temos os mais ricos conteúdos sobre esta polêmica do Livro de Abraão.
Continue a boa luta.

Kent Larsen disse...

Por favor, Emerson, não confunde esse blog com o Central Mórmon.

Flauber disse...

Emerson, são blogs distintos, produzidos por pessoas distintas e com propósitos distintos.

Erika Strassburger disse...

Sinceramente, ao ler esse blog, não sinto muita clareza na intenção do Flauber! Não fiquei nem um pouco surpresa com a observação do Emerson, visto que, às vezes, o autor parece querer marcar gols contra! Se não é esse o seu desejo, é o que está parecendo! É uma pena!

Antônio Trevisan Teixeira disse...

Erika,

imagino que o Flauber não se negaria a responder suas perguntas sobre as intenções e crenças dele. Acho, porém, que podemos ir além desse discurso defensivo e discutir o assunto em si. O Flauber não está querendo seguidores, mas quer seus textos lidos e discutidos.

O post do Kent - A Nova História Mórmon - é uma boa reflexão a respeito disso.

Flauber disse...

Olá Erika, seja bem vinda ao blog de História SUD! Se tem dúvidas sobre as "minhas intenções" elas estão claramente descritas na seção "Sobre o blog" se sua dúvida é sobre este artigo discutido aqui, ficarei honrado ao esclarecer qualquer idéia aqui publicada e ou as fontes utilizadas caso for necessário. Em que ponto do artigo aqui citado acredita não ser verdadeiro a ponto de crer que eu esteja "marcando gol contra"?

quesadoclaudia07 disse...

eU QUERIA VER ESSAS IMAGENS POIS NÃO ESTÃO APARECENDO PARA MIM, TERIA COMO VOCÊ ME ENVIAR?
QUESADOCLAUDIA@HOTMAIL.COM
DESDE JÁ OBRIGADA.

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