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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Porque as pessoas se afastam? (parte 3)


Agora, gostaria de dar uma introdução às maiores questões que uma pessoa pode chegar em relação à Igreja, mas antes gostaria de dar três importantes avisos:


 
  • Tudo o que eu apresento aqui pode ser facilmente comprovado através de publicações feitas pela Igreja. Não trago nada através de pessoas que se opõe ao profeta, nada disto é material anti-mórmon
  • Em nenhum momento culpo os irmãos ou as Autoridades Gerais. Creio que a maioria das questões aqui são de caráter dos membros não da liderança.
  • Nada que eu mostro nesta apresentação prova que a Igreja não seja verdadeira.
O que eu aprendi crescendo na Igreja à respeito de Joseph Smith?

  • Era um garoto puro e inocente
  • Recusou álcool durante uma cirurgia em sua perna
  • Viu Deus e Jesus Cristo no bosque sagrado
  • Traduziu o Livro de Mórmon usando o Urim e Tumim
  • Teve uma esposa – Emma Smith, nunca ouvi sobre nenhuma outra
  • Foi falsamente acusado e perseguido várias vezes
  • Foi levado a prisão de Carthage como “um cordeiro para o abatedouro”
  • Nenhum outro homem fez mais pela salvação dos homens depois de Jesus que Joseph Smith
Uma vez que você se propõe a estudar a história da Igreja e seus documentos você descobre que,

A História e os fatos nos dizem a respeito de Joseph Smith(Depois das coisas boas que sabemos sobre Joseph Smith, também sabemos que:)

  • Joseph Smith usou uma pedra mágica, também chamada de pedra vidente para ajudar pessoas a encontrar tesouros escondidos na terra (muitas fontes). Ele próprio admitiu isso, não é especulação, é um fato. Qualquer historiador da Igreja ou Autoridade irá confirmar que isso é verdade. Este foi o motivo dos primeiros processos em corte judicial envolvendo o profeta.  Pessoas processaram Joseph Smith e é algo que ninguém fala à respeito.
  • A própria Primeira Visão, tem várias versões distintas, aonde numa ele menciona que viu apenas Cristo, não menciona Deus e que a cada vez que ele reconta a história e decide escrevê-la em cada versão a experiência vai se tornando cada vez mais elaborada, cheia de detalhes e muda muito em relação a primeira versão. Creio que estas diferenças entre as versões são muito significantes por se tratarem de um evento tão importante porque não foi apenas uma única versão. A versão que temos hoje em dia publicada em Doutrina & Convênios é a última datada de 1838, 18 anos após o evento.
  • A mesma pedra vidente que Joseph Smith utilizava para encontrar os tesouros escondidos ele usou para traduzir o Livro de Mórmon - pedra dentro do chapéu com seu rosto dentro para ver os caracteres e as placas não ficavam à vista. (ver Russel M.Nelson) e para alguns esta informação pode ser chocante, pois porque ele precisaria das placas então se era só ver os caracteres aparecendo da pedra vidente? Porque ele colocaria o rosto dentro do chapéu? Niguém nunca me disse isso, mas essa foi a maneira que aconteceu.
  • Joseph Smith bebeu cerveja e vinho quando adulto (tirado do seu próprio diário) a palavra de sabedoria não era tida como lei ou mandamento. Ele mesmo bebeu vinho na noite anterior ao seu martírio quando preso em Carthage.
  •  Joseph Smith teve 30 esposas, se você faz uma pesquisa no FamilySearch.org da Igreja ele confirma este fato e algumas destas esposas já eram casadas com outros homens na ocasião que ele foi selado à elas, e estes homens eram vivos. Imaginem se eu procurasse a esposa de alguém e lhe dissesse case-se comigo e não diga ao seu esposo, como seria esta situação? Este é o tipo de coisa que os documentos da época nos dizem, são fatos. Algumas destas mulheres eram adolescentes na época em que se casaram e você pode se perguntar porque Joseph Smith estivesse se casando com moças tão jovens assim por exemplo.
  • Joseph Smith sempre negou a poligamia publicamente (ver Elder Oaks), isto pode ser perturbador para muitas pessoas.
  • O segundo conselheiro da presidência da Igreja largou seu cargo e abriu um jornal, o Nauvoo Expositor aonde expunha a poligamia de Joseph e o levou a mandar destruir sua impressa e culminou na prisão de Joseph Smith e por conseguinte seu martírio (ver Elder Oaks)
Bem, estes são fatos, são bem diferentes da estória que ouvimos quando crescemos na Igreja, nenhuma delas prova que Joseph Smith não tenha sido inspirado por Deus, mas com certeza podem ser chocantes e você pode apostar que seu parente ou amigo mórmon que tenha deixado a Igreja pode ter chegado a estas questões.

Então, que tal o livro de escrituras o Livro de Mórmon? O que aprendemos ao crescer na Igreja?
  •  “Livro mais correto da Terra”
  • Encontrado no Monte Cumôra em Nova Iorque, onde foi enterrado por Morôni
  • História dos Nativos Americanos do norte, centro e sul das Américas e também das ilhas do Pacífico.
Aprendemos também que o Livro de Abraão:
  • Traduzido de papiros egípcios que Joseph Smith obteve.
O que a História/ Fatos parecem nos dizer,  depois de tudo o que é bom que aprendemos no Livro de Mórmon:
  • Já houveram mais de 4 mil mudanças, muitas pequenas, poucas grandes.
  • Geografia. Pessoas tentam explicar aonde se situam as cidades mencionadas no livro, aonde fica esta estreita faixa de terra, águas de mórmon. Ninguém foi realmente capaz de encontrar uma geografia que realmente pudesse mapear o livro.
  • Cumôra, qual Cumôra? Sabemos que Joseph Smith obteve as placas no monte Cumôra em Nova Iorque, mas parece que não bate com a geografia descrita nos arredores do livro com templos, as águas de mórmon e a estreita faixa de terra. E se Moroni estava na América Central, na estreita faixa de terra não parece plausível que ele tenha carregado todas as placas que produziram o Livro de Mórmon consigo até a América do Norte. Alguns tem tentado se utilizar da hipótese de terem havido dois montes Cumôra. Mas o problema é que ao se utlizar de mais e mais teorias começa a parecer que há algum esquema aí.
  • Anacronismos no Livro de Mórmon. Aço nunca foi utilizado pelos povos nativo-americanos. Aonde estão os ossos de milhares de soldados, guerreiros que morreram em batalhas gigantescas? Porque não encontramos várias pilhas de ossos com seus escudos, espadas, capacetes, armaduras e armas? Se encontramos na Europa e na Ásia peças e ossos remanecentes de guerras passadas porque não nas Américas?
  • Cavalos? Não haviam aqui até os Espanhóis os trazerem como são mencionados no Livro de Mórmon. Elefantes? Nunca foram encontradas evidências por aqui.  Cevada, trigo, caledário de sete dias? Do ponto de vista cronológico estes itens não poderiam estar presentes nas Americas, pois foram trazidos pelos Europeus muito posteriormente aos eventos mencionados no Livro de Mórmon.
  • Controvérsia do DNA. Os nativos americanos que foram testados mais de 95% trazem DNA de asiáticos, comprovando que cruzaram o estreito de Bhering e não através de um barco vindos de Israel. Não seriam portando Israelitas. Quem são os Lamanitas? Estas questões são muito importantes e justas. Não é questão de procurar faltas na Igreja, mas se tratam de assuntos vitais, pois se trata da autenticidade da história das américas alegada pelo Livro de Mórmon.
  • Visão dos Hebreus, livro escrito por um pregador na cidade natal de Oliver Cowdery. Não é fácil deixar de considerar a similaridade básica entre este texto e o do Livro de Mórmon, uma vez que na Visão dos Hebreus é mencionada a saga de uma família de israelitas que deixam sua terra e atravessam o oceano em um barco, iniciam civilizações na América, existiam tribos boas e tribos más que lutavam entre si e que os índios americanos seriam os descendentes destes israelitas e foi escrito 5-10 anos antes do Livro de Mórmon . Logo questòes como estas fazem pessoas crentes se perguntarem.
  • E é claro o Livro de Abraão, estudiosos hoje em dia, concordam, incluindo Hugh Nibley que não é uma tradução dos papiros originais. Os papiros originais de Joseph Smith são apenas textos funerários, não há alguma correlação entre os papiros de Joseph e sua tradução descrita no Livro de Abraão em Pérola de Grande Valor.
Estas questões são muito chocantes para alguém se deparar pela primeira vez depois de ter sido criado na Igreja.

(continua)

terça-feira, 25 de maio de 2010

O Monte Cumora, um relato


O Livro de Mórmon relata que o Monte Cumora foi palco para grandes batalhas entre Nefitas e Lamanitas e anteriormente entre os Jareditas, aonde nesta primeira cerca de duzentos e trinta mil pessoas incluindo homens, mulheres e crianças foram aniquiladas.

Este terreno aonde se situa o monte, foi comprado pela Igreja SUD e fica em Palmyra, Nova Iorque. Lá hoje existem museus sobre o tema, visitas guiadas, capelas e o templo mais próximo é o de Palmyra. Veja o site para mais detalhes - Hill Cumorah & Historic Sites

Dentro da Igreja SUD, eventualmente ouvimos a estória sobre o monte Cumora guardar as placas de ouro do Livro de Mórmon juntamente com muitas outras placas de registros antigos, eu ouvi esta estória enquanto estava na minha missão e pesquisando encontrei o relato completo que dá origem a esta estória. Ela foi proferida em um discurso feito por Brigham Young e publicado no conhecido "Journal of Discourses", eis o discurso na íntegra:

Relato de Brigham Young sobre o Monte Cumora

 "Orin Porter Rockwell  é uma testemunha ocular de alguns poderes em retirar tesouros da terra. Ele esteve com algumas pessoas que moravam perto de onde as placas foram encontradas que continham os registros do Livro de Mórmon. Haviam grandes tesouros escondidos pelos nefitas...

Eu vivia no lugar aonde as placas foram encontradas, das quais o Livro de Mórmon foi traduzido, e eu sei de muitas coisas que pertencem a esse lugar. Creio que vou tomar a liberdade de lhes dizer de uma circunstância que será tão maravilhosa como tudo o que pode ser.

Este é um incidente na vida de Oliver Cowdery, mas ele não tomaria a liberdade de contar essas coisas em uma reunião como eu vou tomar. Digo essas coisas para vocês, e eu tenho um motivo para fazê-lo. Eu quero levá-los para os ouvidos dos meus irmãos e irmãs, e as crianças também, para que possam crescer no entendimento de algumas coisas que parecem ser completamente escondidas da família humana.

Oliver Cowdery estava com o profeta Joseph Smith quando ele devolveu as placas. Joseph não traduziu todas as placas, havia uma porção delas que estava selada, e você pode ler sobre isto no livro de Doutrina e Convênios, quando Joseph recebeu as placas, o anjo instruiu-o a levá-las de volta para o monte Cumôra,  e ele o fez.

Oliver disse que quando ele e Joseph foram  lá, a montanha se abriu e entraram em uma caverna, na qual havia um quarto grande e espaçoso. Ele diz que não sabia, na hora, se tiveram o auxílio da luz do sol ou luz artificial, mas que era como luz do dia. Eles colocaram as placas sobre uma mesa;  era uma grande mesa que estava na sala. Sob esta mesa havia uma pilha de placas, tão alta que chegava a dois metros de altura, e junto nesta sala estavam tantas outras placas que certamente encheriam muitos carroções, pois estavam empilhadas nos cantos e próximos as paredes. A primeira vez que foram lá a espada de Labão estava pendurada na parede, mas quando eles foram novamente, esta havia sido retirada e colocada sobre a mesa em cima das placas de ouro. Estava desembainhada, e nela estavam escritas estas palavras:

"Esta espada nunca será embainhada novamente até que os reinos deste mundo tornarem-se o Reino do nosso Deus e seu Cristo. "

Eu digo que estas experiências não vêm apenas de Oliver Cowdery, mas de outras pessoas que estavam familiarizados com ela, e que entenderam tão bem como nós entendemos que viemos a esta reunião, aproveitando o dia, depois nos separaramos e vamos embora, esquecendo-se mais do que é dito, mas lembrando-nos de algumas coisas. Assim é com as outras circunstâncias da vida.

Eu digo isto para você e quero que você entenda que, eu tomo a liberdade de lembrar destas coisas para que elas não sejam esquecidas e perdidas. Carlos Smith era um jovem com um testemunho tanto quanto qualquer outro jovem, e ele era uma testemunha destas coisas. Samuel Smith viu algumas coisas, Hyrum viu muitas coisas, mas Joseph era o líder.

Agora, você pode pensar que eu sou imprudente vindo à público dizer essas coisas, pensando que talvez eu deveria preservá-los em meu próprio peito, mas essa não é a minha natureza. Gostaria que o povo chamado Santos dos Últimos Dias entendesse algumas pequenas coisas que dizem respeito aos trabalhos e desígnios de Deus e seu povo aqui na terra. Eu poderia dizer-lhes muitos mais grandiosas, das quais todos nossos irmãos e irmãs, estão já familiarizados.
" Journal of Discourses, 26 vols. [London: Latter-day Saints' Book Depot, 1854-1886], 19: 37

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