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segunda-feira, 15 de março de 2010

A Pedra Vidente

"Você não me conhece, você nunca conheceu meu coração. Ninguém conhece a minha história. Eu não posso contá-la: eu nunca deverei fazê-lo. Eu não culpo ninguém por não acreditar na minha história. Se eu não tivesse experenciado o que eu vi, eu não poderia ter acreditado" Joseph Smith, 7 de abril de 1844, Nauvoo, Illinois

 Quem busca sobre os primeiros anos de vida do profeta Joseph Smith, com certeza se deparará com sua aventuras como caçador de tesouros e seus métodos de busca por arcas de ouro e prata pelos arredores do condado de Nova Iorque e observará que era uma 'febre' do momento estas buscas por tesouros ocultos na terra, alguns utilizavam forquilhas de galhos de árvores e outros pedras de vidente ou pedras mágicas. Os tais tesouros ocultos seriam oriundos de famílias que os enterravam para salvar os últimos resquícios de suas economias ou o ouro deixado pelos espanhóis quando estes estiveram por lá.

Em meio a esta fascinação por busca de dinheiro enterrado, eventualmente estes caçadores de tesouros tinham sua aventura ameaçada pelos donos das terras que eventualmente processavam judicialmente os que queriam fazer de suas propriedades sítios arqueológicos. Com Joseph Smith não foi diferente, em março de 1826, um ano antes de obter definitivamente as placas de Moroni no monte Cumora, a corte de Bainbridge em Nova Iorque julgou culpado Joseph Smith Jr. sendo acusado por ser "uma pessoa desordenada e um impostor" por perturbar a paz local.

Sobre suas caçadas ao tesouro, Joseph Smith não esconde ao relatar no jornal da Igreja da época e também em seu diário, disse que não era um trabalho rentável pois "só ganhava 14 dólares por mês com isto"
Elder's Journal, Far west Missouri, Vol.1, 1838, p.43 and JS History of the Church, Vol.III, p.29

Logo mais trabalhando na abertura de um poço de água, à 7 metros de profundidade eis que Joseph encontra a sua famosa pedra vidente, esta que Martin Harris depois registrou que Joseph podia ver "fantasmas, espíritos infernais e montanhas de ouro e prata"

O que se sabe sobre esta pedra vidente de Joseph Smith?

Em Comprehensive History of the Church (CHC), historiador SUD e membro do Quórum dos Setenta Brigham H. Roberts cita Martin Harris, uma das três testemunhas, cujo nome é encontrado em todas as edições do Livro de Mórmon desde sua edição original. Harris disse que a pedra vidente que Joseph possuía era de "cor de chocolate, em forma de ovo que o profeta encontrou ao escavar um poço junto com seu irmão Hyrum." Harris disse que por esta pedra "Joseph era capaz de traduzir os caracteres gravados nas placas" (CHC 1:129).

Joseph Smith mostrou sua pedra vidente publicamente pela primeira vez no dia 27 de dezembro de 1841
(Brigham Young Journal at Millenial Star, Vol.XXVI, p.119)

Após sua morte em 1844, a pedra vidente de Joseph foi levada para Utah e Brigham Young a exibiu aos regentes da Universidade de Deseret em 26 de fevereiro de 1856 (Utah Historical Society Library - Vol. VI, pp.117-118)

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terça-feira, 9 de março de 2010

Tradução do Livro de Mórmon

"E agora, se há falhas, são erros dos homens; não condeneis portanto as coisas de Deus, para que sejais declarados sem mancha no tribunal de Cristo."


Boa tarde a todos!
Como é de conhecimento comum na Igreja e mostrado e ensinado desde a primária, àqueles que nasceram no convênio ou se converteram para a Igreja quando crianças esta é a imagem ou forma como "sabemos" que aconteceu a tradução


Antes do advento do profeta Joseph Smith, o que sabíamos sobre o Urim e o Thumim era o que encontramos na Bíblia que diz:

"Também porás no peitoral do juízo Urim e Tumim, para que estejam sobre o coração de Arão, quando entrar diante do SENHOR: assim Arão levará o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração diante do SENHOR continuamente." (Êxodo 28:30)

"Depois pôs-lhe o peitoral, pondo no peitoral o Urim e o Tumim" (Lev.8:8)

De acordo com a história de Joseph Smith 1:35 lemos:

"Disse também que havia duas pedras em aros de prata—e essas pedras, presas a um peitoral, constituíam o que é chamado Urim e Tumim—depositadas com as placas; e que a posse e uso dessas pedras era o que constituía os ”videntes” nos tempos antigos; e que Deus as tinha preparado para serem usadas na tradução do livro. "

Já em D&C 17:1 lemos: "EIS que vos digo que devereis confiar em minha palavra e, se o fizerdes de todo o coração, vereis as placas e também o peitoral, a espada de Labão, o Urim e Tumim, que foram dados ao irmão de Jarede no monte quando ele falou com o Senhor face a face; e os guias milagrosos que foram dados a Leí enquanto estava no deserto, às margens do Mar Vermelho."

Existem alguns relatos de pedras com Joseph Smith, só que não se assemelham aos mencionados acima, vejamos a seguir.

Em abril de 1828, Joseph Smith começou o trabalho de tradução da placas do LdM e até junho daquele ano, havia traduzido as primeiras 116 páginas com o auxilio de Martin Harris como escrivão, uma das três testemunhas do LdM, páginas estas que posteriormente Martin veio a perder, este é um outro assunto a parte que discutiremos mais a frente. Oliver Cowdery, primo de Joseph Smith veio ajudá-lo no trabalho de escrever o Livro e testificou sobre esta experiência anos mais tarde:

Foram dias que nunca serão esquecidos—sentar-se sob a voz ditada pela inspiração dos céus, despertou um sentimento de profunda gratidão dentro deste peito, dia após dia, continuei sem parar a escrever de sua boca, o que ele traduzia... a história ou relato chamado "O Livro de Mórmon" (JS—H 1:71n./ tradução livre)

David Whitmer, uma das outras três testemunhas da veracidade do LdM, escreveu sobre o que Joseph usava em sua tradução e do modo:

“Joseph Smith iria colocar a pedra vidente dentro de um chapéu, e seu rosto no chapéu, tão próximo o suficiente que iria excluir a luz exterior; e nesta escuridão a luz espiritual iria brilhar. Um pedaço de algo assemelhando-se a um pergaminho iria aparecer, e em cima daquilo iria aparecer a inscrição, um caracter de cada vez e logo abaixo sua tradução para o inglês. Irmão Joseph iria ler em inglês para Oliver Cowdery, que era seu escriba principal, e quando foi escrito e repetido com o irmão Joseph para ver se ela estava correta, então ela iria desaparecer, e outro caracter com a interpretação iria aparecer. Assim, o Livro de Mórmon foi traduzido pelo dom e poder de Deus, e não por qualquer poder do homem.” (David Whitmer, An Address to All Believers in Christ, Richmond, Mo.: n.p., 1887, p. 12./ tradução livre)

Esperem um pouco, uma breve pausa aqui, pedra dentro do chapéu e rosto dentro do chapéu? Em 16-20 anos de Igreja ainda não tinha ouvido falar disto, nem sequer tinha visto qualquer gravura. É importante saber disto hoje em dia? de qualquer forma, esta é uma das razões do blog que aqui vos apresenta. Existe declararação oficial hoje em dia da Igreja em relação a este evento? Mais a frente veremos que sim, mas antes mais um relato sobre a forma de tradução, desta vez com Emma Smith, a valorosa e heroína esposa de Joseph Smith em uma estrevista em 1856:

"Quando meu marido estava traduzindo o Livro de Mórmon, eu escrevi uma parte dele, como ele ditou cada frase, palavra por palavra, e quando ele veio para nomes próprios ele não podia pronunciar, ou palavras compridas, ele as foi soletrando, e enquanto eu estava escrevendo-as, se eu cometesse algum erro de ortografia, ele iria parar e corrigir minha ortografia, embora fosse impossível para ele ver como eu estava escrevendo-os no momento. Mesmo a palavra Sarah ele não podia pronunciar no início, mas teve de soletrá-lo, e gostaria de pronunciá-lo para ele." (Edmund C. Briggs, “A Visit to Nauvoo in 1856,” Journal of History, Jan. 1916, p. 454./ tradução livre)

Bom, por hoje é só, espero que estas informações possam ser úteis de alguma forma aos caros irmãos e concluo com a esperança de que mantenhamos acessa a chama da pesquisa e curiosidade positiva, que possamos continuar nossa batalha contra a ignorância e o preconceito e que cultivemos nossa fé em Deus, Jesus Cristo-o Salvador e em suas Escrituras Sagradas, que são de fato, sua palavra.

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