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segunda-feira, 31 de maio de 2010

As placas de Kinderhook, parte 2

Em 24 de junho a Igreja anunciou que “[O] conteúdo das placas, juntamente com a facsímile das mesmas, serão publicadas no 'Time and Seasons', assim que a sua tradução for completada”

(uma cópia deste folheto pertence a coleção H.Michael Marquardt (900/77:17), Divisão de Manuscritos, Biblioteca Marriot.

O trote das placas de Kinderhook começou a ser solucionada em 1855, quando W.P. Harris, uma testemunha que ajudou a desenterrar as placas escreveu:

Há alguns anos, eu estava presente juntamente com os outros próximo à Kinderhook e e ajudava a cavar na ocasião em que as placas forma encontradas...
As placas foram achadas numa cova pelo Sr.Fayette Grubb, eu lavei e limprei as placas e logo depois fiz um honesto depoimento sobre o ocorrido. Mas desde aquela época, Bridge Whitton me disse que ele cortou e preparou as placas e que ele (B.Whitton) e R.Wiley gravaram nelas eles próprios e que fora colocado ácido nítrico sobre elas na noite anterior... para enferrujar o  anel de metal. E as levaram para o montículo de terra, esfregaram-nas em sujeira e cuidadosamente as lançaram na cova aonde elas foram encontradas
.” W.P.Harris, carta à W.C.Flagg, 25 de abril de 1855, em “A Hoax: Reminescences of an old Kinderhook mystery”, Journal of the Illinois State Historical Society 5  (July, 1912):271-73. A carta não foi publicada até 1912. Em junho de 1879, Wilbur Fugate, outro do grupo original que descobriu as placas  - confessou que as mesmas haviam sido fabricadas. Fugate declarou que as placas eram uma:

[A] farsa que se levantara através de Robert Willey, Bridge Whitton e eu ... Whiton as cortou de pedaços de cobre; Wiley e eu fizemos os hieróglifos em cera de abelha e as enchemos com ácido e as colocamos nas placas. Quando estavam prontas, nos as colocamos juntas com ferrugem feita de ácido nítrico, ferro velho e as amarramos num aro de ferro, cobrindo-as totalmente com ferrugem... Wiley foi até o monte de terra onde ele havia previamente cavado um buraco de aproximadamente 2.5m, onde depositou uma pedra achatada que era oca na parte inferior e as colocou embaixo.Wilbur Fugate, carta à James T.Cobb, 30 de junho de 1879, em Welby W.Ricks “The Kinderhook plates” The Improvement Era 65(set. 1962):656, 658. Veja também “Fugate to Cobb, 8 de abril de 1978, em A.T.Schoeder Collection, State Historical Society of Wisconsin, Madison.

Alguns dos SUD se perguntaram se as declarações de Harris e Fugate eram verossímeis e apontavam para o fato de que os artefatos não tivessem sido avaliados por um examinador independente. Em 1920, uma das placas veio a ser encontrada de posse da Sociedade Histórica de Chicago. (Stanley B.Kimball, “Kinderhook plates brought to Joseph Smith appear to be a nineteenth-century Hoax” Ensign 11 (Agosto de 1981):68.

Dr.Lynn Johnson, um engenheiro de materiais da ‘Northwestern University’ e um SUD, conduziu alguns sofisticados testes eletrônico e químicos em uma das placas de Kinderhook e concluiu:

A placa de propriedade da Sociedade Histórica de Chicago, conhecida como a placa de Kinderhook, é feita de uma liga de bronze consistente com a tecnologia oriunda da metade do século 19. Os caracteres na placa foram formados através de gravações em ácido, provavelmente ácido nítrico.” Dr.Lynn Johnson, “Analysis of the Kinderhook plate owned by the Chicago Historical Society.”10pp., Nov.1980, cópia na coleção Marquardt (23:6)

Isto confirma as declarações feitas por Harris e Fugate sobre como as placas foram feitas e envelhecidas em abril de 1843.

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

As Placas de Kinderhook, parte 1

 "Se a fé não suportar ser investigada, se os pregadores e professores têm medo de tê-la examinada, sua fundação deve ser muito fraca." George A. Smith, 1871, Journal of Discourses, Vol. 14, pg 216.

No dia 23 de abril de 1843, seis placas de latão foram encontradas por um grupo de indivíduos em um monte de terra próximo a região chamada Kinderhook no condado de Pike, Illinois. Seis dias depois, estas placas foram trazidas à presença de Joseph Smith, dada a sua experiência em tradução de escritos antigos e poder de revelação como profeta. Em uma carta escrita por um morador de Nauvoo chamado Charlote Haven, datada de 2 de maio daquele ano, ele descreve o seguinte à sua família:

Sr.Joshua Moore... último sábado(29 de abril)...trouxe consigo meia dúzia de finas peças de latão que parecem antigas, no formato de sinos de cerca de 11 ou 15cm de comprimento.. Elas possuem ranhuras que se assemelham à alguma escrita e estranhas figuras em forma de símbolos. Foram recentemente encontradas, ele diz, em um monte de terra distante poucas milhas de Quincy. Quando ele as mostrou à Joseph[Smith], este disse que as figuras ou escritos nelas eram semelhantes às utilizadas no Livro de Mórmon, e que se o Sr. Moore pudesse deixá-las com ele, as traduziria com a ajuda do poder de revelação.” Charlote Haven, “Letter to my friends”, 2 de maio de 1843, em “A Girl’s letter’s from Nauvoo”, Overland Monthly 16(Dez.1890):629-31

No dia 1 de maio de 1843, o secretário de confiança de Joseph Smith, Willian Clayton, casou o profeta com Lucy Walker e nesta mesma data, Clayton registrou a declaração de Joseph de que as placas de Kinderhook eram genuínas e que ele havia traduzido parte delas. Clayton escreve:

Eu vi seis placas de latão, as quais foram encontradas no condado de Adams por algumas pessoas que faziam escavações no local. Elas estão repletas de inscrições antigas contendo de 30 a 40 caracteres de cada lado das placas. Prest J.[Joseph] traduziu uma porção e disse que contêm a história da pessoa de quem encontraram e que era descendente de Cão, através do lombo do faraó do Egito, e que recebeu seu reinado do governante dos céus e a terra.James B.Allen, Trials of discipleship: The Story of Willian Clayton, a Mormon, Urbana(University of Illinois Press, 1987), 117.

O Apóstolo Parley P.Pratt escreveu de Nauvoo à seu primo, seis dias depois:

[S]eis placas com a aparência de latão, foram recentemente desenterradas de um montículo de terra por um cavalheiro da Pike Co. Illinois, elas são pequenas e cheias de gravações numa língua egípcia que contêm a genealogia de um dos antigos Jareditas do tempo de Cão, filho de Noé... Os cavalheiros que encontraram não são ligados à Igreja, mas trouxeram-nas à presença de Joseph para serem examinadas e traduzidas. [Um] grande número de cidadãos as viram e compararam os caracteres com àqueles dos papiros egípcios que agora estão na cidade.Parley P.Pratt, carta de John Van Cott, 7 de maio de 1843, arquivos, Departamento Histórico, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Salt Lake City.

Joseph Smith ponderou o suficiente sobre a “história” deste Jaredita, descendente de Cão, ao contrário do que vários apologistas pensam a respeito do evento,  a ponto de pedir à um membro SUD – Reuben Hedlock para fazer uma xilogravura das placas para uma futura publicação. (Para ver as facsímiles destas placas e a defesa de sua autenticidade, veja Smith, History of the Church, 5:372-79)

(continua)
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